quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Psicanalise de Tostão

No século passado, quando as ideias de Freud, um cientista da al­­ma, se espalhavam pelo mundo, os americanos, que querem ser sempre os melhores e os primeiros em tudo, convidaram Freud para uma série de palestras nos grandes centros científicos dos EUA.


Durante a viagem, Freud disse a Carl Jung, então seu amigo e discípulo: “Vou levar a peste aos americanos”.

Os americanos escutaram o que não queriam, o que não co­­nheciam e/ou o que fingiam desconhecer, e não se entusiasmaram. Preferiram, como ocorre até hoje, a hipocrisia, além de ignorar os mistérios da alma humana.

Por isso os europeus, mais hu­­manistas e realistas – muitos di­­rão pessimistas –, gostam mais do que os americanos, da obra de Woody Allen. Nesta semana, vi e adorei o filme “Tudo pode dar certo”. Apesar das incertezas e da transitoriedade, as coisas podem ainda dar certo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pós-posts

Link para o recomeço -Junho

domingo, 10 de maio de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Coda

Terça-feira, 27 de julho de 2004 - CARLOS HEITOR CONY- A Faísca* Em geral, e ao contrário do presidente Lula, não aprecio comparações do futebol com a vida nacional e com a vida particular de cada um de nós. Contudo a vitória do Brasil contra a Argentina, no último domingo, pode ser aproveitada como uma boa metáfora do nosso destino comum e pessoal.Como vimos, o Brasil jogou mal o tempo todo. Tecnicamente, merecia ter perdido, parecia até mesmo um time desfibrado, bem distante do Brasil oficial e pentacampeão, merecedor do nome mais ou menos pejorativo de Brasil do B, ou seja, um Brasil de reservas.No entanto, nos minutos finais, tanto no primeiro como no segundo tempo, uma faísca eletrizou os nossos jogadores, que, de pangarés esfolados, transformaram-se em puros-sangues de raça e de fibra. O gol do empate final foi realmente uma centelha, parece que uns cinco ou seis jogadores nossos se embolaram com a defesa argentina e saiu o gol, límpido, classudo, apesar da confusão, que geralmente enfeia qualquer jogada.E vieram os pênaltis. Não gosto de decisão por pênaltis, parece roleta-russa, nem sempre faz justiça ao melhor. Os dois primeiros pênaltis perdidos pelos argentinos -e é aqui que eu queria chegar- revelaram o desconcerto, o "como é que pode?" que sempre provocamos quando conseguimos sair do atoleiro e damos aquele espetáculo que o Ary Barroso colocou em sua aquarela: "O Brasil verde que dá para o mundo o que admirar".São momentos raros, admito, mas consoladores. Temos tudo para dar certo, não apenas no futebol mas na vida em geral. O que precisamos, na verdade, é desses instantes mágicos, os "punti luminosi" de que falava Ezra Pound sobre a poesia.Em linhas gerais, o time presidido por Lula continua jogando mal. Pessoalmente, torço para que, num momento de confusão, brilhe uma faísca que nos ilumine e consagre.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ronaldinho-O Diagnóstico

JUCA KFOURI* Ronaldinho, o outro*
. RONALDINHO GAÚCHO em 2004 e 2005, quando eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, era, segundo José Miguel Wisnik, uma verdadeira antologia do futebol brasileiro."Ela dava o chapéu do Pelé, o toque do Romário, o calcanhar do Sócrates, a folha seca do Didi, as pedaladas do Robinho, o passe em concha do Ademir da Guia, enfim, era uma síntese de uma porção de craques", afirma o autor do brilhante, invejável e invejado "Remédio Veneno - O Futebol e o Brasil", livro editado pela Companhia das Letras, sucesso de público e crítica. Exagero do professor, ensaísta, músico e compositor, além de santista moldado pela areia das praias dos que viram Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe? Não. Em 2004/2005, de fato, Ronaldinho Gaúcho era tudo isso. A ponto de outro mestre, Tostão, admitir a hipótese de vê-lo, na Copa do Mundo que se aproximava, no nível de Pelé, de Mané Garrincha, de Diego Maradona. E talvez ninguém como Tostão para poder dizê-lo, não só porque jogou com Pelé e Mané como porque, ainda por cima, vê futebol e escreve sobre futebol de modo a despertar os mesmos sentimentos que Wisnik causa com seu já clássico "Remédio Veneno". E, se Tostão ousou na previsão que não se concretizou, porque a bola é impiedosa com quem a trata com soberba ou se imagina mais importante do que ela, diagnosticou, também com a precisão de doutor versado nas coisas da mente, o luto que se abateu sobre Ronaldinho desde a malfadada Copa da Alemanha, quase três anos atrás. Ronaldinho não digeriu até hoje aquela perda e não entendeu por que tudo escapou por seus dedos. Ele não deve nem mesmo saber quando foi que começou a jogar mais para os cinegrafistas e fotógrafos do que para seu time. Aqueles mesmo olhos incapazes de fitar o interlocutor numa simples conversa, mas que olhavam para um lado enquanto ele metia a bola no outro, perderam a naturalidade. E o que era gracioso, surpreendente e imarcável, passou a ser previsível, forçado e comum. O que foi sem que ninguém explicasse como era, deixou de ser, do mesmo modo, sem que houvesse uma explicação para o vazio. Vazio que deve inundar a alma do craque -há tão pouco tempo a apenas um degrau da imortalidade, mas hoje, ao cair das alturas, transformado só em mais um, miseravelmente descartável.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Gran Torino-O Diagnóstico

http://www.orm.com.br/blogdecinema/Kowalski não precisa se redimir. O espectador é que precisa se livrar de seus próprios preconceitos para enxergar através dos preconceitos de Kowalski e descobrir que ele, assim como o doutor House, é um homem bom. Essa inversão no melodrama de redenção já seria suficiente para recomendar o filme se um bom ator como Hugh Laurie, por exemplo, fizesse o papel de Kowalski. Mas 'Gran Torino' vai muito além do roteiro. É um filme de Clint Eastwood, o diretor, sobre a persona de Clint Eastwood, o ator.

Neymar-O Diagnóstico

Seus gestos são os de quem tem afinidade com a bola, ainda que ela o conheça há muito pouco tempo. Ainda não se deu conta de que para se aproximar da perfeição devemos ser simplesmente simples. http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3853